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Ano 6 - Número 144
São João del-Rei, 1º quinzena de fevereiro de 2010
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POLÍCIA É NOTÍCIA
Roubo de nióbio - Empresário está sendo investigado pela Polícia
   Continua detido no Presídio Regional de São João del-Rei, desde o último dia 25 de janeiro, o empresário William Nassif, de 34 anos, suspeito de crimes de receptação qualificada de 43 toneladas de nióbio de lítio roubado e formação de quadrilha. Ele, inclusive, está sendo investigado por ligação com outros grandes roubos de carga. A Polícia Federal suspeita que Nassif esteja envolvido no roubo de carga de um porto de outro Estado. Além disso, a PF cogita a sua participação no desvio de 100 toneladas de cobre, encontrados em São João del-Rei, nesta semana. Porém, ainda não foi comprovado que o material é ilícito. O caso está sendo encaminhado para a Polícia Federal, pois pode representar um amplo esquema de fraude.
   No galpão que fica à Rua 9, na Colônia do Marçal, de propriedade do empresário, que também é dono das empresas “RC Ligas” e “Mundi Exter", foi localizada pela Polícia Militar, no dia 25 de janeiro, uma carreta, roubada em Areal (RJ), com o equivalente a R$ 1, 503 milhões de reais em nióbio de lítio, matéria-prima de turbinas de avião. O delegado de crimes contra o patrimônio e roubo de carga, Alexandre Federico, afirma que William e seus empregados, Roberto Pinto Camargo, 30 e Wagner Sandim Golçalves, 32, serão acusados pela receptação das 43 toneladas de nióbio e formação de quadrilha. Eles podem pegar até nove anos de prisão.
   De acordo com o comandante do 38º Batalhão de Polícia Militar (BPM), tenente coronel Milton de Oliveira Costa, a carreta da empresa Minax Transportes, que transportava o nióbio de Araxá–MG para o Rio de Janeiro, foi interceptada, às 19 horas do dia 24, na BR-040. A PM de São João del-Rei foi avisada do roubo e da localização da carga, pela Minax, que fez o rastreamento da carreta por satélite.

100 toneladas de cobre encontradas
   Além disso, segundo o delegado, 100 toneladas de cobre foram encontradas em outro galpão. A Polícia Civil suspeita que a carga é ilícita e as notas são falsas. Cogita-se, também, o envolvimento de William Nassif. “As condições em que a carga foi encontrada não são condizentes com as que a gente tem costume de verificar. Na próxima semana já devemos saber se essas 100 toneladas são de origem lícita ou ilícita”, disse Federico.

Nassif já estava sob suspeita
   O delegado ainda informou que Nassif é suspeito de investigações de roubo de cobre, de duas grandes exportadoras, em outro Estado. “A Polícia Federal investiga um esquema de roubo de carga, recepção, análise e exportação do minério, de forma fraudulenta, em outro Estado brasileiro. Nesse inquérito, há o nome do Nassif. Vamos entrar em contato com a Polícia Federal e passar as informações que temos, aí amplia a investigação”, contou Federico.
   As Polícias Civil e Federal continuam investigando o caso, tentando descobrir a extensão da quadrilha e onde seus integrantes se encontram.


A carreta, roubada em Areal (RJ), com o equivalente a R$ 1, 503 milhões em nióbio de lítio, matéria-prima de turbinas de avião, foi rastreada e localizada em um galpão na Colônia do Marçal
 
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